O vento - atmosfera em movimento - origina-se da associação da radiação solar e da rotação planetária.  Todos os planetas envoltos por gases em nosso sistema solar apresentam distintas formas de circulação atmosférica e ventos em sua superfície.  Trata-se de um mecanismo solar-planetário permanente, cuja duração é mensurável na escala de bilhões de anos.  O vento é renovável.       O ar é composto de moléculas (Nitrogênio, Oxigênio e outros gases) e portanto possui massa; a densidade do ar é da ordem de 1-1,2 kg/m3.   Massa em movimento é energia cinética.  O vento é energia.  

Uma turbina eólica capta uma parte da energia cinética do vento, que passa através da área varrida pelo rotor, e a transforma em energia elétrica.  A potência elétrica é função do cubo da velocidade de vento v

Ao absorver a energia cinética, o rotor reduz a velocidade do vento imediatamente a jusante do disco; gradualmente essa velocidade se recupera, ao se misturar com as massas de ar do escoamento livre. Das forças de sustentação aerodinâmica nas pás do rotor resulta uma esteira helicoidal de vórtices, a qual também gradualmente se dissipa.  Após alguma distância a jusante, o escoamento praticamente recupera a velocidade original e turbinas adicionais podem ser instaladas. Na prática, essa distância varia com a velocidade do vento, condição de operação da turbina,  rugosidade de terreno e condição de estabilidade térmica vertical da atmosfera. O equacionamento usual no cálculo desta interferência é desenvolvido a partir da consideração de conservação de momentum ao longo da esteira aerodinâmica do rotor [19], onde obtém-se a seguinte relação entre as velocidades do escoamento livre (uo) e na esteira, a uma distância axial x do rotor (u)
O gráfico acima exemplifica o modelo descrito, comparando a recuperação da velocidade do vento ao passar pelo rotor de uma turbina eólica, em diferentes tipos de terrenos.

A determinação da disposição das máquinas (micrositing) em uma usina eólio-elétrica, idealmente requer medições anemométricas específicas, levantamentos detalhados da rugosidade e topografia do terreno e o cálculo do campo de velocidades e interferência aerodinâmica entre todos os rotores.  O processo de otimização usualmente envolve o compromisso de Engenharia: maximizar a eficiência e produção energética e também o aproveitamento do terreno e infra-estrutura.
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